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“GRUPO RIA AFIRMA-SE COMO UMA REFERÊNCIA NA REGIÃO” – ÁLVARO VIEGAS
O Grupo Ria tem vindo a afirmar-se na nossa região como uma das principais empresas de referência na administração de condomínios. Optámos desde o inicio pela forma como nos relacionamos com os nossos clientes que neste momento se aproximam a passos largos das 2.000 frações.
Fazemos da transparência, seriedade e profissionalismo os nossos lemas que nos têm permitido crescer desde há 5 anos. A disponibilidade da informação através do acesso à conta bancária, a criação da aplicação “Ria Online” e “Fagages Online” com acesso a toda a documentação do condomínio é agora reforçada com a adesão ao CIMAAL –  Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Conflitos de Consumo do Algarve que permitirá a fácil e rápida resolução de conflitos entre os condóminos e a Administração, garantindo-se assim que os condóminos têm uma forma de segura de resolução de eventuais conflitos.
Brevemente teremos formas alternativas de pagamento do seu condomínio com a criação de entidade e referência para pagamento das suas quotas.
Ainda durante o ano de 2019 estará pronto o projeto de reprodução da marca Grupo Ria que permitirá replicar noutras zonas geográficas o conceito que temos vindo a desenvolver. Vamos dando novidades ao longo do ano.
Álvaro Viegas
Administrador
AS INOVAÇÕES TÊM DE SER PAGAS POR TODOS?
“Obras de inovação” são todas aquelas que trazem algo de novo e de criativo, em benefício das coisas comuns, permitindo a sua utilização com mais conforto e segurança (como, por exemplo, a instalação de um elevador ou a substituição de uma porta de entrada do prédio por outra mais funcional e segura). Estas obras são discutidas e aprovadas em assembleia por maioria dos condóminos, devendo essa maioria representar dois terços do valor total do prédio. Apenas constitui exceção a esta regra a colocação de plataformas elevatórias e de rampas de acesso destinadas às frações onde existam pessoas com mobilidade reduzida, uma vez que não carecem de aprovação da assembleia.
Uma vez aprovadas as inovações, ficam todos os condóminos (mesmo os que as não tenham aprovado) obrigados a participar financeiramente para as mesmas, de acordo com a permilagem da sua fração.
No entanto, os condóminos que não queiram participar nas inovações podem, depois, recorrer ao tribunal para ver a sua recusa judicialmente fundada – sendo motivo para fundamentar tal recusa tratarem-se de obras de natureza voluptuária (ou seja, supérflua, sem as quais se pode viver condigna e confortavelmente no edifício) ou não proporcionais à importância do edifício. Verificando-se estes pressupostos e munindo-se da declaração judicial que fundamenta a recusa, o condómino poderá, então, ser dispensado de participar nessas inovações, podendo reaver o pagamento efetuado. Mas, neste caso, também não poderá usufruir das mesmas, a menos que mude de ideias e manifeste junto do administrador a sua vontade de, em qualquer momento,  participar nas vantagens das inovações realizadas – devendo, para tal, pagar as quotas correspondentes às  despesas de execução e manutenção da obra.
QUANDO A ÁGUA NÃO VAI PELO RALO
Os entupimentos são comuns em condomínios, afetando um grande número de pessoas e envolvendo tanto custos muito elevados como reparações normalmente demoradas. Por isso, o melhor é tomar certos cuidados para minimizar e evitar o risco de entupimentos, com uma atitude consciente e cuidada por parte dos condóminos que passa por:
• Evitar  que os cabelos se acumulem nos ralos
• Não deitar nos ralos e na sanita papel higiénico em excesso, fraldas absorventes, fio dental, cotonetes, plásticos, embalagens e outros objetos
• Não deitar para o lava-loiça óleo, restos de comida, borras de café, folhas de chá  e semelhantes
• Não utilizar  arames ou objetos pontiagudos para desobstruir os canos, porque esta medida pode furar a canalização e gerar ainda mais problemas
• Utilizar redes de proteção nos ralos para evitar que os detritos vão para os canos
• Se utilizar desinfetantes ou desodorizantes na borda da sanita, deverá verificar se a sua colação está correta e segura para que não se desprendam, provocando entupimento no sifão
• Não deitar medicamentos e produtos cosméticos nas sanitas.
Para manter um sistema de esgoto limpo, com bom escoamento e sem obstruções  é essencial que, para além de assegurar estas medidas, se faça uma manutenção regular envolvendo a limpeza de cifões, dos canos, e das centrais elevatórias.
Sendo os entupimentos um problema que podemos evitar com algumas medidas de prevenção e de segurança, é importante que todos os condóminos as garantam para evitar problemas que, para além de tempo e incómodo, consumem ainda um considerável investimento financeiro. Mais uma vez, é caso para dizer que na prevenção é que está o ganho!
NÃO FIQUE ÀS ESCURAS NO PERIGO
Quando a iluminação normal falha, as principais funções de um sistema de iluminação de emergência passam pela visualização clara dos caminhos de fuga através de sinalização também clara e pelo fornecimento de iluminação de segurança suficiente ao longo dos percursos de fuga (de modo a que as pessoas consigam encontrar com segurança esses caminhos de saída, garantindo que os equipamentos de segurança  contra incêndio, ao longo do trajeto, estão facilmente identificáveis).
Para além da iluminação normal, os edifícios devem ter blocos autónomos de iluminação de segurança, constituídos por lâmpadas e por uma fonte de energia autónoma – geralmente, acumuladores recarregáveis – que garantam o seu funcionamento em caso de falha da rede pública de alimentação de energia. Deve ainda ser considerado um telecomando que permita colocar estes blocos em estado de repouso, a partir de um ponto central, na proximidade do dispositivo de comando geral da alimentação da iluminação do edifício. Este  dispositivo só é possível de ser ativado quando os blocos autónomos não estiverem a ser alimentados.
Quando os blocos autónomos tiverem a função de iluminação de balizagem ou de circulação, podem incluir também  placas de sinalização que indiquem o sentido do caminhos de evacuação. Desde que os blocos autónomos garantam os níveis de iluminação mínimos e as dimensões mínimas das placas de sinalização face às distâncias de visibilidade, eles podem ainda incorporar pictogramas de segurança.
Quanto ao tipo de funcionamento, os blocos autónomos podem ser “permanentes” ou “de luz mantida” – quando estão sempre ligados, independentemente da rede pública de alimentação de energia estar ou não em falha – ou “não permanentes” – quando apenas ligam em caso de falha de rede pública de alimentação de energia.
A autonomia dos blocos autónomos deve ser adequada ao tempo de evacuação dos espaços que servem, com  um mínimo aconselhado de 1 hora.
A manutenção como base da prevenção
Para garantir a fiabilidade dos blocos autónomos, devem ser feitas inspeções periódicas e ações de manutenção preventiva regulares que considerem a verificação:
• da passagem ao estado de “funcionamento” no caso de falha de alimentação normal e verificação do acendimento de todas as lâmpadas
• da eficácia do telecomando (quando exista)
• da carga dos acumuladores, com os blocos na posição de “funcionamento” durante o tempo correspondente à sua autonomia e confirmando se, no fim desse período, o fluxo luminoso das lâmpadas ainda é suficiente
• do tempo de vida útil das baterias e das lâmpadas, dependo das condições de utilização.
Com estas dicas, e como diz o ditado popular, existirá sempre “uma luz ao fundo do túnel” – ou seja, o seu condomínio estará em condições de segurança máxima em qualquer corte energético que ocorra.
CUIDADO COM O QUE GUARDA NAS ARRECADAÇÕES
As arrecadações são locais exclusivamente destinados a arrumos de uma fração. É, por isso, vital que os condóminos estejam conscientes da perigosidade que envolve a colocação de certos materiais neste espaço, principalmente quando se trata de matérias inflamáveis e tóxicas – já que a concentração anormal de gases inflamáveis, explosivos e tóxicos pode causar danos extremamente severos em bens e pessoas, podendo inclusivamente levar à morte.
Nas arrecadações do condomínio é proibido armazenar líquidos combustíveis cujo ponto de inflamação seja inferior a 21º C (como, por exemplo, o etanol, o álcool etílico, a gasolina e o benzeno) bem como líquidos combustíveis cujo ponto de inflamação esteja compreendido entre  21º e 55º C em quantidades  superiores a 10 litros (como aguarrás e  aguardente) e ainda líquidos combustíveis cujo ponto de inflamação seja superior  a 55ºC, em quantidade  superior a  20 litros (como no caso do gasóleo e do óleo de travões). De referir que é ainda proibido a armazenagem de gases combustíveis ou tóxicos dos quais são exemplo o cloro, o amoníaco, o butano, o acetileno, o propano e o metano, entre outros.
Por medida de segurança, no núcleo de arrecadações deve existir iluminação de emergência, sinalização, sistema de alarme da configuração 2 e extintores. Dependendo da tipologia do edifício, estas medidas deverão fazer parte do plano de segurança contra incêndio concebido por técnico habilitado para o efeito.